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09 Mar 2022 Notícia Nature Action

ONU reconhecerá iniciativas promissoras de restauração da natureza

  • Nova chamada para nomeações já conta com mais de 80 manifestações de interesse no mundo todo
  • Os projetos selecionados serão divulgados local e mundialmente com apoio da ONU
  • Três estrelas internacionais do esporte se unem ao chamado para reconstruir a natureza

Nairóbi, 9 de março de 2022 –  A ONU publicou uma chamada para que países nomeiem Iniciativas de Referência da Restauração Mundial, a fim de destacar as iniciativas mais ambiciosas e impactantes do mundo na reconstrução de ecossistemas degradados. Os governos são convidados a apresentar seus esforços mais inspiradores até 31 de março de 2022. Já foram registradas mais de 80 manifestações de interesse e as primeiras Iniciativas de Referência da Restauração Mundial selecionadas serão celebradas em uma data próxima à Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2022.

Atualmente, mais de 75% das áreas terrestres e 66% dos oceanos estão severamente alterados pela atividade humana. Um relatório recém-publicado revela que, como parte dos objetivos internacionais de clima e biodiversidade, os países se comprometeram a restaurar um bilhão de hectares de ecossistemas — uma área maior que a China.

A parceria da Década ONU da Restauração de Ecossistemas, coliderada pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), anuncia a fase final para a nomeação de Iniciativas de Referência da Restauração Mundial para dar maior visibilidade aos esforços de restauração e celebrá-los em todo o mundo.

Os benefícios que os dez países selecionados receberão incluem o reconhecimento mundial e a divulgação de projetos, além de:

  • Elegibilidade para financiamento por meio do Fundo da Década da ONU (países/territórios elegíveis para receber assistência oficial de desenvolvimento);
  • Elaboração de produtos multimídia e campanhas nacionais com apoio da ONU; e
  • Avaliação dos esforços de restauração por meio da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas.

“Os aspectos da degradação são dolorosamente visíveis: em oceanos, zonas úmidas, florestas, montanhas, cidades e outros ecossistemas. Agora, precisamos conseguir prever como a natureza deve ser reparada”, afirma Tim Christopherson, ponto focal da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas. “Após o compromisso de restauração de um bilhão de hectares, é chegada a hora de transformar os compromissos em ações”.

A Década da Restauração de Ecossistemas destacará iniciativas em todas as regiões, setores e ecossistemas para reivindicar maiores ambições políticas, financiamentos e ações pela natureza, a fim de contar histórias promissoras, monitorar o progresso e inspirar mais ações no movimento da restauração.

Em uma mensagem de vídeo, três atletas internacionalmente reconhecidos clamam por ações em favor da natureza diante de uma crise global de biodiversidade:

  • “Enquanto a ambição humana não tem limites, o planeta, tem”, alerta o alpinista Nirmal ‘Nimsdai’ Purja, que marcou a história ao escalar todos os picos do planeta com mais de 8.000 metros em apenas seis meses, como mostra a produção da Netflix: 14 Montanhas, 8 Mil Metros e 7 Meses.
  • “Eu costumava me preocupar com meu corpo e minha deficiência. Ao me esforçar para atingir um objetivo na natação, adquiri muita confiança. E acredito ser a mesma questão quando se trata do meio ambiente — precisamos nos tornar ativos, não ansiosos. O que fazemos hoje determinará como seremos vistos amanhã”, explica a nadadora Husnah Kukundakwe, atleta paralímpica ugandense e a mais nova nas Paraolimpíadas de Tóquio.
  • “Reconstruir a natureza é contagioso — uma vez percebidos pelas pessoas, empresas e governos, os projetos de restauração podem inspirar a criação de outros. Todos e todas podemos nos unir à corrida para restaurar nosso planeta”, convida Molly Seidel, atleta que superou a depressão e a ansiedade para se tornar uma das maiores maratonistas de longa distância do mundo.

 

NOTAS PARA EDIÇÃO

Sobre a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas

A Década da ONU da Restauração de Ecossistemas 2021-2030 é um chamado global à ação para a proteção e revitalização dos ecossistemas em todo o mundo, pelas pessoas e pelo planeta. O objetivo é deter a degradação dos ecossistemas e restaurá-los para atingir os objetivos globais. A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas, liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A Década da ONU está construindo um movimento global forte e amplo para acelerar a restauração e colocar o mundo no rumo de um futuro sustentável. Mais de 100 organizações — desde instituições globais até restauradores locais — juntaram-se a esse empenho desde então. Isso implicará na criação de um impulso político para a restauração, bem como em milhares de iniciativas locais.

PNUMA aos 50: Um momento para refletir sobre o passado e imaginar o futuro

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano de 1972 em Estocolmo, Suécia, foi a primeira da ONU cujo título trouxe a palavra “meio ambiente”. A criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) foi um dos resultados mais notórios dessa conferência, que teve diversas iniciativas pioneiras. O PNUMA foi criado basicamente para ser a consciência ambiental da ONU e do mundo. As atividades que ocorrerão ao longo de 2022 analisarão os avanços relevantes já realizados, bem como o que está por vir nas próximas décadas.

Sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

O PNUMA é a principal voz global sobre o meio ambiente. Fornece liderança e incentiva parcerias com foco no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e povos a melhorarem sua qualidade de vida sem comprometer a das gerações futuras.

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